13 bares mais antigos de Belo Horizonte

Por:Turismo de Minas

06

out 2021

Belo Horizonte é conhecida como capital dos bares, e a cidade faz jus à fama. Tem um boteco em cada esquina e todos eles com cerveja gelada, tira gosto de primeira, mesinhas nas calçadas e gente animada.

A cidade tem também muitas feirinhas, festivais gastronômicos e restaurantes estrelados, com chefs famosos. Esta mistura toda rendeu o título da Unesco, de Cidade Criativa da Gastronomia, em 2019.

Aqui os cozinheiros dão novos significados aos ingredientes e servem pratos que arrebatam os corações dos visitantes. Todo dia tem novidade, mas algumas casas são a cara de BH.

No Lugares por Beagá, evento online, que aconteceu em setembro, mostramos os 13 estabelecimentos gastronômicos mais antigos da cidade. Você pode conferir os mini documentários no youtube.com/LugaresViagens e baixar gratuitamente o guia com mais informações sobre as casas em lugaresporbeaga.com.br!

 

BOMBONS LALKA – 1925

A Lalka foi criada em 1925, por descendentes de poloneses que desembarcaram no Brasil. As balas coloridas em potes de vidro enfeitam a loja aberta na Floresta, em 1º de julho de 1925, onde ainda funciona a fábrica. Entre os 140 produtos oferecidos, bombons, chocolates, balas e presentes, incluindo uma linha dietética. O protagonismo fica para as balas azedinhas, envolvidas em açúcar cristal. Na preferência dos clientes, a bala com sabor de maçã, além dos bombons de licor. Por muito tempo a Lalka teve exclusividade no fornecimento de balas para os cinemas de Belo Horizonte, e hoje também envia os quitutes para a Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro.

 

TIP TOP – 1929

Voltamos a 1929. A capital mineira experimentava suas primeiras décadas de existência. Foi no Centro de BH, onde, nesse ano, uma imigrante da antiga Tchecoslováquia, Paula Huven, inaugurava o Tip Top, nome que significa “tudo bem”, na tradução da gíria alemã. Hoje, o negócio está nas mãos do terceiro time de diretores. No começo, o Tip Top se tornou notório por apresentar novidades, como frios e embutidos. A pegada é a mistura entre a culinária alemã e mineira. A própria fundadora, que esteve à frente do estabelecimento entre 1929 e 1979, é a criadora de receitas servidas até hoje, como salsichões, kassler, joelho de porco, chucrute e goulash. 

 

SORVETERIA SÃO DOMINGOS – 1929

Há quem reconheça a gastronomia mineira pela afetividade. Com os sorvetes, não pode ser diferente. É o que comprova a famosa sorveteria São Domingos, nascida em uma quitanda em Oliveira, em 1929, e logo transferida para a capital. A charmosa casa na Avenida Getúlio Vargas é parte da memória coletiva da cidade. São 280 opções de sorvete, divididas em 50 sabores elencados no cardápio a cada dia. Entre os mais queridos, estão o de chocolate africano e o de pistache. Os frutais de manga, jabuticaba, acerola, framboesa, jaca, coco, ameixa e maracujá também estão no topo da lista. Parte das frutas usadas na fabricação, artesanal, vêm da própria fazenda da família, como é desde o início, parte de outros fornecedores.

 

CAFÉ BAHIA – 1937

O Café Bahia é um dos botecos mais tradicionais da capital mineira, e é comandado pela terceira geração da família fundadora. É destaque na história da boemia belo-horizontina e mantém a veia da cozinha de raiz. O bom e velho cafezinho, companheiro ideal para um dedo de prosa, tem presença central na escolha dos clientes. E entre as bebidas, também não falta a querida branquinha de sempre. O Café Bahia foi inaugurado em 22 de novembro de 1937. No início, o foco era a venda de pão, leite e banana. Pouco depois, chegou o famoso PF (prato feito), além dos petiscos como fígado com jiló, língua, mandioca frita e a dobradinha. Hoje, o bolinho de carne e o bolinho de bacalhau são o carro-chefe – estão entre os mais procurados na cidade.

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TRADICIONAL LIMONADA – 1938

Um dos pontos positivos para quem aposta em um mercado de nicho é justamente o conhecimento aprofundado sobre o produto que oferece. É assim na Tradicional Limonada, a mistura de água com limão mais procurada no Mercado Central, em BH. A dedicação da terceira geração no comando do negócio é o ingrediente a mais para tanto sucesso. O lugar caiu no gosto dos belo-horizontinos, e existe desde 6 de fevereiro de 1938 para enaltecer o valor do suco refrescante. A bebida era feita com limão capeta e limão galego e, desde a década de 1970, passou a ser preparada com o taiti. São três versões servidas no balcão: com mate, groselha, ou a tradicional. Também está no cardápio a caipirinha, preparada com limão siciliano, cachaça da região Salinas e açúcar demerara.

 

CAFÉ PALHARES – 1938

Casa dos boêmios entre os anos de 1940 e 1960, já que não fechava as portas à noite, o Café Palhares guarda curiosidades que lembram uma cidade jovem e inocente. O estabelecimento foi inaugurado em 9 de março de 1938 pelos irmãos Palhares e agora, representantes da terceira geração, também se aventura na dianteira do negócio. O Kaol (arroz, ovo e linguiça, acompanhados da cachaça) é o que tornou o Café Palhares uma entidade gastronômica em BH e o que o mantém vivo até hoje. O prato ganhou incrementos, como a farofa e a couve, introduzidas nos anos 1970, e o torresmo, mais uma estrela da combinação, a partir de 1980. Atualmente, entre as opções de acompanhamento, pernil, carne cozida, dobradinha e língua, com um saboroso molho de tomate servido por cima.

CAFÉ NICE – 1939

Saindo da sede da administração municipal, o prefeito empreendia um trajeto a pé até a Praça Sete, conversando com as pessoas, e depois parava para um cafezinho. Juscelino Kubitschek por vezes tomava esse caminho para degustar a bebida no Café Nice. A fundação data de 1939, pelas mãos de Heitor Resende. O primeiro nome, uma referência a um estabelecimento carioca, era Casa de Chá e Leitaria Nice. O cafezinho e o pão de queijo são a dupla de ouro da casa. Duas opções que nunca estiveram de fora do menu, desde a inauguração, são o creme de maizena com ameixa e o frapê de coco. Também agrada o cappuccino. Para combinar, lanches rápidos, como salgados (os mais famosos são o pastel assado, a empada e o quibe), omeletes e sanduíches.

MERCEARIA LILI – 1949

Fiel às lembranças dos tempos da inauguração, em 3 de janeiro 1949, a Mercearia Lili, no Bairro Santo Antônio, ainda conserva nas prateleiras produtos de limpeza, mantimentos e outras utilidades, como velas e fraldas. O lugar abre todos os dias, às 6 horas, para a entrega de pães, e a vendinha continua ali. Mas a fama maior agora já é pelos petiscos, que fizeram da mercearia também um charmoso boteco. Entre os atrativos do cardápio, costela de cabrito, carneiro, boi e porco, com fritas ou mandioca cozida, bife à parmegiana a palito, maçã de peito, carne de panela e caldos diversos. Para as bebidas, uma extensa carta de cervejas e cachaças. As delícias renderam o bicampeonato do Comida di Buteco, em 2001 e 2002.

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MARIA DAS TRANÇAS – 1950

Herança da culinária portuguesa, o frango ao molho pardo chegou ao Brasil no século XVI, pelos colonizadores. O prato também faz parte da história da capital mineira, onde o restaurante Maria das Tranças o mantém como o carro-chefe há 71 anos. O segredo do sucesso é justamente a tradição e, pelas mãos de Maria Clara Rodrigues, fundadora da casa em 15 de agosto de 1950, a delícia vinha acompanhada de angu, quiabo e arroz, como é até hoje. O restaurante foi inaugurado na região da Pampulha primeiro como Bolero, mas foi o penteado mais usado por Maria Clara a inspiração para a mudança de nome. No princípio, os clientes que chegavam podiam escolher o frango que seria abatido e, depois de esperar o tempo de preparo, que por vezes durava horas, chegava o momento da degustação.

BOLÃO – 1961

Era ali, no segundo andar, que a noitada acabava com a visão do nascer do sol, depois da empreitada na boemia. Tarde ou cedo demais, era como terminava com chave de ouro a diversão, não sem a saideira gelada e uma boa comida para repor as energias. São muitas as histórias relacionadas ao Bolão, reduto gastronômico no coração do Santa Tereza. Receitas simples e saborosas, como o Rochedão (arroz, feijão, ovo e carne, acompanhados ou não de batata frita e macarrão) e o espaguete à bolonhesa, as estrelas do cardápio – clássicos que agradam, claro, não apenas os artistas, mas uma legião de belo-horizontinos. A abertura do Bolão em Santa Tereza, data de 12 de outubro de 1961, pelas mãos do casal José da Rocha Andrade e Maria dos Passos Rocha, mineiros de Ponte Nova.

CANTINA DO LUCAS – 1962

Ali, no edifício Arcângelo Maletta, onde está a primeira escada rolante de BH, reside a Cantina do Lucas, com uma extensa biografia recheada de gastronomia, teatro, cinema, música e literatura. Inaugurado em 5 de fevereiro de 1962, onde antes havia o extinto bar do Grande Hotel, o espaço sempre foi palco da cultura e da boemia, mas também de reuniões e decisões políticas. Na lista de pratos premiados e aclamados pela crítica gastronômica, entre os mais pedidos: Filé Surprise, Filé à Parmegiana, Talharim a Parisiense, Filé ao Molhos de Jabuticaba e Peixe ao Comodoro. A Cantina do Lucas foi tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da capital mineira em 9 de dezembro 1997.

NONÔ: O Rei do Caldo de Mocotó – 1964

No famoso balcão do estabelecimento no Centro de Belo Horizonte, a boa pedida é o caldo de mocotó, quente, servido com dois ovos de codorna estalados ao fundo da caneca de cerâmica. Pão crocante para fazer companhia e cebolinha fresca picadinha no arremate. Desde 1964, é esse o ritual no Nonô: O Rei do Caldo de Mocotó, repetido pelos clientes do bar. Na receita, o sabor vem dos pedacinhos bem cozidos de “barranquinho”, “trupico”, “melequinha”, ou melhor, do colágeno das cartilagens do boi. Para quem gosta, o calorão do caldo cai bem com uma cerveja preta gelada para rebater. A preparação clássica da gastronomia brasileira, que remonta ao tempo dos escravos, foi aperfeiçoada pelo fundador, Raimundo de Assis Corrêa, o Nonô, e sua esposa.

 

BAR DO ANTÔNIO – 1964

Do costume de jogar no chão um pouco de cachaça para o santo, veio o apelido. O comerciante despejava a bebida no canteiro à frente do bar e clientes, vendo isso, brincavam que ali nasceria um pé de cana. Foi assim que frequentadores acabaram plantando uma muda da espécie e o estabelecimento ganhou a alcunha bem-humorada. O Bar do Antônio, assim carinhosamente chamado “pé de cana”, existe desde 1964. A identidade do Bar do Antônio vem muito dos petiscos, tão saborosos como criativos. Entre as pratas da casa, a Carnoba, o Boi Doido e a Costelinha Embriagada. Além das cervejas nacionais e importadas e do chopp gelado de produção própria, da querida branquinha de todo dia, o menu tem mais de 170 rótulos.

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