Você sabia que em Minas tem produção de azeite? E que dá pra visitar as fazendas?

Por:Turismo de Minas

05

dez 2018

Atualizado em: 06/01/2019 ás 15:10

A Serra da Mantiqueira reserva além de belas paisagens a produção de azeite. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) pesquisa há mais de 30 anos a cultura da oliveira na região e em 2008 realizou em Maria da Fé a primeira extração de azeite de oliva no Brasil.

A prática é relativamente recente no estado, mas já colocou Minas Gerais na rota de produção da iguaria. São mais de 40 municípios do estado que cultivam a espécie de oliveira para extração do azeite. Boa parte dos produtores estão concentrados na região sul de Minas. Eles se organizaram e criaram a Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive) em 2009 e desde então desenvolvem trabalhos em parceria com a Epamig.

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Cidades mineiras para visitar a produção de azeite:

Maria da Fé

A cidade foi a grande precursora da produção no Brasil. Situada a 467 km de Belo Horizonte, o município de Maria da Fé tem 15 mil habitantes e clima frio da Serra da Mantiqueira. Na cidade é possível encontrar oliveiras por toda a parte e esta é a grande aposta dos fazendeiros locais. Na cidade também está situada a Fazenda Experimental da Epamig, que o turista pode visitar acompanhado de um guia.

 

Alagoa

O município possui um projeto com o objetivo de promover o desenvolvimento rural sustentável e gerar trabalho e renda. O Projeto Oliveiras de Alagoa também tem o objetivo de fortalecer a economia local e agregar à agricultura familiar. Em Alagoa a primeira colheita foi na Fazenda Cauré e as azeitonas foram levadas para a Estação da Embrapa em Maria da Fé, onde foi produzido o primeiro azeite artesanal de Alagoa. Na cidade o turista pode conhecer a Rota do Queijo e do Azeite e conhecer mais de perto a produção das iguarias.

 

Aiuruoca

Na região de Aiuruoca, existe um projeto do produtor Nelio Weiss, que além da produção do azeite da marca Olibi criou também um projeto denominado Adote uma Oliveira, que consiste em uma ação para reflorestamento da região através do cultivo das oliveiras. Outros produtores em Aiuruoca apostam na atividade econômica da produção de azeite. Ângela Duvivier e Isabel Carneiro se dedicam ao cultivo da iguaria. A cada ano a colheita melhora e são produzidos milhares de litros de azeite para comercialização.

 

Delfim Moreira

Newton Litwinski e Fátima Garcia encontraram em Delfim Moreira uma nova vida e se aventuraram através da produção do azeite orgânico. Na Fazenda Verde Oliva os turistas podem agendar uma visita guiada para conhecer de perto a produção. O azeite comercializado leva o mesmo nome da propriedade.

 

Cristina

Na cidade de Cristina, um dos locais da produção de azeite é o Sítio Paiol Velho, da família de Luiz Menezes. A lavoura foi iniciada em 2007 e já conta com mais 750 pés em produção e quatro variedades de azeitonas. Os produtos extraídos na fazenda já chegaram à Espanha e a Grécia. E ainda foram bem avaliados de acordo com a proprietária Zilda Maria Maciel.

 

Andradas

A produção em Andradas também ganhou destaque nacional. O Azeite Borriello é produzido por Carla Retuci, que largou o mercado financeiro para fazer azeite com o marido Mário Retuci. A iguaria é produzida na Fazenda Três Barras Castanhal, em Andradas. A fazenda é aberta para a visitação e os turistas podem conhecer de perto a produção.

 

Tipos de azeite

O número de etapas de refinamento pelas quais as azeitonas passam é que definem o tipo do azeite. Essa fase do processamento altera a acidez do óleo, ou seja, a sua qualidade. Quanto menor a acidez mais benefícios ele terá.

Azeite Extra Virgem: gordura obtida a partir do fruto da oliveira através de processos exclusivamente físicos, sem adição de produto químico e obtido com acidez não superior a 0.8%.

Azeite Virgem: gordura obtida a partir do fruto da oliveira através de processos exclusivamente físicos, sem adição de produto químico e obtido com acidez não superior a 2%.

 

Cosméticos a base de azeite

Idealizada pelas farmacêuticas Andréia Machado e Vânia Gonçalves, a farmácia de Manipulação Farma Oliva desenvolveu uma linha de cosméticos. A Verde Oliva possui produtos à base de azeite de oliva extraído da Fazenda Experimental de Maria da Fé. A inspiração veio dos costumes gregos e egípcios do uso do óleo de oliva para produção de beleza. São sabonetes hidratantes, esfoliantes, hidratante corporal, óleo trifásico, cremes para os pés, shampoos, condicionadores e também produtos da linha facial à base de extrato das folhas da oliva.

 

Você sabia do potencial de produção de azeite em Minas Gerais? Conta pra gente nos comentários!

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Comentários

  1. Carlos Alberto Guglielmelli Vi disse:

    https://uploads.disquscdn.com/images/e97a07070cac64e669c361340834f8f119bb2f00ae8af3b2f90aa298c6985fad.jpg O AGRÔNOMO WASHINGTON ALVARENGA VIGLIONI, introduziu a pesquisa e o cultivo da Oliveira em Maria da Fé inclusive com a extração artesanal do azeite a partir de 1941. MARIA DA FÉ localizada na serra da Mantiqueira é considerada a cidade mais fria de Minas Gerais. Temperatura de -8 graus centígrados já foi registrado. O Engenheiro Agrônomo Washington Alvarenga Viglioni, foi diretor da Subestação Experimental por 20 anos(1941 à 1961). Deixou registros(Literaturas) sobre pesquisas/cultivos da Batata, Cenoura, Tomate e Frutos da região, inclusive sobre a Oliveira, na Secretaria da Agricultura de Belo Horizonte/Minas Gerais. As Azeitonas sofriam os processos de lavagem, colocadas em salmoura, fermentação e embalagem. O Azeite era extraído artesanalmente e todos os produtos eram enviados à Secretária da Agricultura em Belo Horizonte. O sucesso atual do cultivo da Oliveira e a extração do Azeite em Maria da Fé, se deve muito aos estudos deixado pelo Agrônomo Washington Alvarenga Viglioni. Nos anos 50(início) importou mudas de varias especies de Oliveiras da Califórnia para pesquisas quanto a adaptação às condições climáticas. O resultado foi sensacional! A rua de acesso à fazenda onde ele foi diretor por 20 anos(hoje EPAMIG) recebeu o seu nome , uma homenagem da câmara dos vereadores da cidade.
    Em 31 de Maio de 2019 ” Dia da Oliveira, “foi homenageado pela Prefeitura/Epamig na Fazenda EPAMIG.
    Uma linda placa foi entregue com o destaque ” PIONEIRO NA PESQUISA E INÍCIO DO CULTIVO DA OLIVEIRA EM MARIA DA FÉ/MINAS GERAIS “. O evento foi na Fazenda EPAMIG onde tudo aconteceu! Foi representado pelos filhos e parentes.
    https://uploads.disquscdn.com/images/19286a8e8a1e6cee62166340fb570a68e7e28ecdd18c6b1227171f48a1e4c6eb.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/9fdecefe70e541b20ba2abebb7e1b4a97bccee56d6cc7590345b532da6cea4c7.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/21630a2756d93b22ae171e6d9c5cdd066ee8756f5d8bb7650fd1c3afb5617d65.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/ea3e7a23dcecfd5cf903389cc36804de38fee978216d89dd3716155b11c121bf.jpg https://uploads.disquscdn.com/images/1c04d37bd80a91c870000f31a20fe60c0aef670ae9dd46be00e11e3a28dd147d.jpg

  2. Vladimir Ribeiro disse:

    Obrigado pelas preciosas dicas e opinião! Quando visitar a região, levarei em conta sua experiência! Abraços!

  3. Armando Fiori disse:

    Não visitem a Fazenda Maria da Fé. Está decadente com vários pés de oliveira mortos. No local há um pequeno galpão onde você degusta UM ÚNICO TIPO DE AZEITE, e servem almoço ao turista ao preço de 60 reais. Esse é um local improvisado, sujo e feio. Exploram o turista. Junto existe uma pequenina plantação de morangos onde você mesmo colhe as frutas ao preço absurdo de 10 reais. Ah, sim, vendem também vinhos do Rio Grande do Sul (pasmem!) Havia uma meia dúzia de garrafas para serem compradas. Perdi meu tempo. Visitei o local dia 27 de julho de 2019. O que vale a pena mesmo é o restaurante que fica no centro da cidade, praticamente em frente às barracas de artesanatos. Fogão a lenha no centro do restaurante com uma comida típica mineira fantástica!!!!!! Nas barracas de artesanatos você encontra 250ml de azeite custando 50 reais com gosto muito diferente daqueles que compramos em supermercados em São Paulo. Pode ser puro, mas gostar dele é outra história. Tem que degustar vários para achar um que valha a pena investir. O atendimento da dona da barraca de azeite é muito bom, atencioso e com paciência, mas a fazenda….. esqueçam.

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