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O post A Pão de Queijaria apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>Depois da disseminação da receita durante a década de 1960, a princípio pelas mãos da mineira Arthêmia Chaves Carneiro, que expandiu não só o conhecimento, como o acesso ao prato, o pão de queijo foi sendo adaptado pelas famílias e eventualmente viajou o mundo junto com cada uma delas. Hoje existem variações de sabores e na preparação em si – fato é que o pão de queijo nasceu para reunir as pessoas.
Uma coisa ou outra, apreciar o pão de queijo é passear na história, saber sobre os elementos culturais que estão envolvidos na simplicidade dos ingredientes da receita, e voltar às fazendas antigas do interior mineiro, onde era feita com tanto apreço. E são mesmo diversas as tradições ligadas ao pão de queijo que, em Belo Horizonte, é o grande homenageado em uma casa que virou até mesmo destino do turismo e da gastronomia da cidade.

A Pão de Queijaria, na Savassi, é um dos principais estabelecimentos que produz o pão de queijo em Belo Horizonte | Foto: @TurismodeMinas
Os amigos Lucas Parizzi, Paulo Lassi, Mateus e Carla Parizzi contam que sempre gostaram de pão de queijo e, quando se uniram na intenção de abrir um negócio, transformaram a paixão em uma marca que representa o pão de queijo clássico de Minas Gerais. “Foi primeiro um movimento de percepção de mercado. Observamos que o pão de queijo, em Belo Horizonte, estava banalizado, sem qualidade, feito dessa forma para ser mais barato. Estava distante das receitas que conhecemos nas casas dos mineiros”, diz Lucas.
A ideia da A Pão de Queijaria, assim, tem em seu embrião o intuito de resgatar a receita original do pão de queijo, como era feita antigamente no interior mineiro, mas com nova roupagem, um outro desenho. “É o tradicional com a estética da capital, uma cara urbana, com foco no queijo minas artesanal”, continua o empresário. E nada de congelados! Hoje, cada pão de queijo é feito à mão, preparado com os queijos da Serra da Canastra, da Serra do Salitre e do Serro, fornecidos diretamente pelos produtores de cada região, que entregam o ingrediente principal três vezes por semana.
A Pão de Queijaria é, por si só, uma forma de celebrar a tradição da família dos sócios, quiçá de todos os mineiros, permitindo que todo mundo possa apreciar essa tão deliciosa herança. O pão de queijo é feito com carinho, inspirado nas preparações que atravessam gerações. É uma maneira de valorizar os produtores locais que utilizam técnicas tradicionais sustentáveis, resultando em um produto também com mais qualidade e maior responsabilidade com o meio ambiente.
São queijos de qualidade e garantia de origem, e realmente sinais da identidade mineira – o modo de produção é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. E, na receita, todo o sabor que vem da quantidade de queijo aplicada, cerca de 30% do total dos ingredientes. “Queremos chegar mais próximo do que era o pão de queijo feito nos séculos 19 e 20, fazer o pão de queijo como deveria sempre ser feito. São receitas de nossas tias, nossas avós. Toda família mineira tem alguém que faz”, aponta Lucas.
A cada dia, o pão de queijo é preparado com um dos três tipos do queijo mineiro, em revezamento. E, em todo o cardápio, não há nada que não se relacione ao pão de queijo. Além dos tradicionais, os recheados são o carro chefe – tem de pernil, costelinha, linguiça, hambúrguer, sobrecoxa empanada, cogumelo, caprese, e muito mais. Para apreciar junto com os recheados, o menu conta com acompanhamentos como batata rústica, polenta frita, queijo do Serro empanado com farinha de pão de queijo, para citar apenas alguns exemplos.
Existem ainda pratos específicos para almoço, que incluem o pão de queijo, além do brunch, que ressalta waffles feitos com massa de pão de queijo e toppings (recheio por cima, salgado ou doce). Tem sobremesas com pão de queijo recheado com opções de doce, e um delicioso sorvete de pão de queijo, uma parceria com uma produtora local – é um sorvete à base de queijo com croutons de pão de queijo. Um lugar que também convida ao encontro em um agradável happy hour com os amigos.
E, claro, não podia faltar o bom e velho café, que na A Pão de Queijaria ocupa uma carta especial. A casa trabalha com os melhores grãos de Minas, ideais para harmonizar com os saborosos pães de queijo. Para entender tanta gostosura, basta dizer que cerca de 60% dos cafés especiais mais premiados do mundo são de Minas Gerais, e não é à toa. Possuem qualidades únicas de origem, cor, tamanho, variedade e até no cuidado na produção e mão de obra.
Na seleção dos fornecedores, além dos produtores mineiros do queijo, o restante dos insumos vem de empresas nacionais, com a melhor qualidade possível. Nas três lojas em Belo Horizonte (Savassi, Avenida Álvares Cabral e Mercado Novo), são vendidos mais de 300 pães de queijo todos os dias – é o tempo todo saindo do forno.
A Pão de Queijaria é um destino obrigatório para quem mora ou visita a cidade, e é detentora de diversos prêmios de gastronomia – já foi eleita inclusive como um dos lugares de BH mais indicados para encontrar um crush. Entre o público, além dos belo-horizontinos e vizinhos das lojas, também pessoas de outras partes do Brasil e do mundo. Para Lucas, o diferencial está na valorização e no cuidado com o produto. “O retorno é extremamente positivo. Brasileiros dizem que, até então, não sabiam o que é o pão de queijo de verdade, enquanto o estrangeiro, que nunca comeu, se apaixona”, conta. E agora o movimento é de expansão. A chegada a São Paulo começa a ser concretizada, e o objetivo é também ir para outras cidades do Brasil.
A Pão de Queijaria surgiu em Belo Horizonte primeiro na Savassi, em 2014. A loja na Rua Antônio de Albuquerque tem atmosfera descolada, urbana, com uma pegada jovem. Na decoração, o ar de modernidade conversa com uma pitada do retrô, pontuada nas cadeiras típicas de botecos, em azul e vermelho, com o acolhimento de revestimentos amadeirados e a iluminação amarela. Os desenhos nas paredes que fazem referências aos produtos, ingredientes e formas de produção são mais um elemento descontraído no espaço.
Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 856, Savassi
Funcionamento: terça a sábado, de 9h às 21h30, segunda e domingo de 9h às 20h
Telefone: (31) 2512-6360
Na Avenida Álvares Cabral, no Lourdes, A Pão de Queijaria abriu as portas em 2022, e tem entre os sócios também o empresário Fabrício Castro Reis. São dois andares de uma composição que mistura novo e antigo. Na parte de cima, mais descontraída, estão sofás e pufes coloridos, em pontuações de amarelo, azul e vermelho, e as mesas pretas têm design arredondado. A iluminação baixa e amarelada segue mesmo a proposta de moldar um espaço mais escuro. Há uma espécie de deck, um degrau que leva a duas mesas de frente para a janela, com a visão da rua. A proposta é ser como um lounge.
No pavimento de baixo, a cafeteria. Estão dispostas mesas em madeira puxada para o amarelo, cadeiras alternadas entre preto e cinza, bancada com três banquetas altas e a cozinha com uma parede de vidro, que permite que o cliente veja o interior. Do outro lado do salão, está o bar e, do lado de fora, mesas e bancos despojados pela calçada. Um clima ideal para quem quer se sentar e aproveitar momentos de tranquilidade ao lado dessa delícia mineira.
Endereço: Avenida Álvares Cabral, 356, Lourdes
Funcionamento: segunda a sexta, de 8h30 às 20h30, sábado de 9h às 19h30, domingo de 9h às 14h
Telefone: (31) 3653-5524
No Mercado Novo, A Pão de Queijaria existe desde 2021. O espaço foi pensado para conversar com o ambiente do mercado em si, lembrando as mercearias e armazéns das décadas de 1950 e 1960, e se diferencia das duas outras unidades. Tem formato mais enxuto, e cardápio também com algumas variações. As mesas, mais altas, lembram o mobiliário de bistrôs, e a iluminação mais baixa, amarelada, confere uma atmosfera acolhedora e intimista, com toda a beleza que vem da simplicidade. O espaço é pet friendly.
Endereço: Mercado Novo
Rua Rio Grande do Sul, 505, entrada de carros pela Avenida Olegário Maciel, 2º andar
Funcionamento: terça, quarta e quinta de 16h às 22h30, sexta e sábado de 12h às 22h30, e domingo de 10h às 17h
Mais horários
Brunch todos os dias de 9h às 14h30, nas unidades Savassi e Álvares Cabral
Menu de almoço se segunda a sexta de 11h às 14h30
Na A Pão de Queijaria, o cardápio é extenso. Uma verdadeira celebração de tudo o que envolve o pão de queijo e suas potencialidades. De opções mais convencionais ou mais inusitadas, tem certamente alguma que vai te surpreender!
O pão de queijo simples, receita clássica sem recheio feita com queijo artesanal do dia, custa R$ 6 e, o combo, com café coado, R$ 9,90. Entre os recheados, o Smash Burguer Bhz, pão de queijo recheado com blend de burguer angus, cheddar, picles, cebola roxa, lâminas de tomate, maionese defumada e alface é vendido por R$ 26,90, mesmo valor do Linguiça Artesanal, pão de queijo, linguiça artesanal (copa lombo, alho fresco e salsinha), requeijão de barra, geleia de pimenta 2.0 e rúcula, do Chovinista, pão de queijo, costelinha de porco desfiada, queijo minas derretido, couve frita e bacon, ou do Pernil de Lata, pão de queijo, pernil suíno de lata, queijo minas e chutney de maçã.
Já o sabor Parmegiana, pão de queijo, filé mignon empanado na farinha de pão de queijo, queijo minas prensado, molho de tomate artesanal da casa e manjericão custa R$ 31,90. Entre os acompanhamentos dos pães de queijo recheados, por R$ 12 são vendidas porções avulsas de mini stick do Serro, mini tiras de queijo do Serro meia cura empanadas na farinha de pão de queijo, batata rústica da casa, fritas e temperadas com sal e páprica defumada, polenta frita, em cubos e artesanal da casa.
No cardápio para o brunch, o Avocado di Parma, waffle de pão de queijo do Serro, presunto cru (parma), avocado, ovo confit, molho da casa e azeite trufado custa R$ 39. O Avocado Vegê, waffle de pão de queijo do Serro, avocado, ovo confit, molho da casa e azeite trufado sai por R$29. Já o Pastraminas, waffle de pão de queijo do Serro, pastrami, tomate confit, requeijão de raspa, rúcula e molho da casa, é encontrado por R$ 39, mesmo preço do Guaca Copa, waffle de pão de queijo do Serro, copa lombo, guacamole, queijo coalho e molho da casa.
Para os paladares adocicados, o waffle de pão de queijo do Serro e calda de doce de leite de Viçosa custa R$ 16, preço pelo qual o cliente também pode escolher o waffle de pão de queijo do Serro e calda de chocolate, ou o waffle de pão de queijo do Serro e calda de goiabada de Ponte Nova.
Há ainda porção avulsa de salada, com alface da fazenda urbana Begreen, tomate cereja, cebola roxa, manjericão, crouton de pão de queijo, queijo artesanal e alho desidratado (R$ 12), manteiga de café (R$ 2) ou creme de queijo da casa (R$ 2), e opções vegetarianas.
Entre os doces e sobremesas, o sorvete de pão de queijo, sorvete de queijo com crouton de pão de queijo, crocante de castanha do pará e melado de cana de açúcar, sai por R$ 26. O pão de queijo recheado com doce de leite de Viçosa e queijo minas, o pão de queijo recheado de brigadeiro de doce de leite de Viçosa e chocolate meio amargo derretido, e o pão de queijo recheado de goiabada cascão de Ponte Nova e requeijão em barra, são encontrados por R$ 15. Todos os recheios são frios. Entre as bebidas, cafés, capuccinos, chás e afins, e o cliente também pode levar para casa os pães de queijo da casa congelados, ou o especial catchup de goiabada.
Em uma ode ao pão de queijo, A Pão de Queijaria é mesmo um lugar como poucos que existem no mundo! Afinal, ser mineiro é bão demais!
Instagram: @apaodequeijaria
Facebook: facebook.com/APaoDeQueijaria/
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]]>O post Bar do Antônio apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>O Bar do Antônio, assim carinhosamente chamado “pé de cana”, existe desde a década de 1960. Os irmãos Márcio, Roberto e Marco Túlio Bontempo adquiriram o estabelecimento das mãos de seu fundador, o maranhense Antônio de Abreu Ferreira, que abriu a casa em 1964. O primeiro endereço, no Sion, no ano 2000 foi transferido para outro ponto, na mesma rua. Para não fugir à tradição, a planta também está na unidade mais recente, no Luxemburgo, aberta em 2014.
Entre os clientes fiéis, uma experiência que passa de pai para filho. Tem gente para todos os gostos: mais velhos ou mais jovens, homens ou mulheres, quem aparece para um happy hour depois do trabalho ou quem passa a noite por ali. Entre as histórias curiosas, a famosa carta dos fiados, recurso para os frequentadores mais antigos pegos de surpresa na hora que chega a conta. Entre eles, um freguês que levou o filho recém-nascido ao bar, dizendo que o pequeno, quando crescesse, assumiria a ficha.
A identidade do Bar do Antônio vem muito dos petiscos, tão saborosos como criativos. Em todas as opções do cardápio, mais de 50 na lista, ingredientes típicos da boemia, como mandioca, filé, linguiça, carne seca, jiló, torresmo e muito mais.
Entre as pratas da casa, a Carnoba, filé em cubos com molho de carne e taioba e batata empanada com recheio de quatro queijos e bacon, e o Boi Doido, um tipo de carne louca feita com lagarto desfiado, azeitonas e alcaparras, servido com fatias de pão. Outro sucesso é a costelinha assada guarnecida com molho de rapadura e cachaça, servida com queijo pachá mineiro, no tira gosto chamado Costelinha Embriagada.
Além das cervejas nacionais e importadas e do chopp gelado de produção própria, da querida branquinha de todo dia, o menu tem mais de 170 rótulos, entre eles a mítica Anísio Santiago, que custa quase R$ 90 a dose.
Serviço:
Endereço: Rua Flórida, 15, Sion
Funcionamento: Domingo e segunda, de 11h às 18h
Terça a sábado, de 11h às 23h
Telefone: (31) 3221-2099
Instagram: @bardoantonio
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]]>O post Nonô: O Rei do Caldo de Mocotó apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>Na receita, o sabor vem dos pedacinhos bem cozidos de “barranquinho”, “trupico”, “melequinha”, ou melhor, do colágeno das cartilagens do boi. Para quem gosta, o calorão do caldo cai bem com uma cerveja preta gelada para rebater.
A preparação clássica da gastronomia brasileira, que remonta ao tempo dos escravos, foi aperfeiçoada pelo fundador, Raimundo de Assis Corrêa, o Nonô, e sua esposa. O comerciante morreu em 1973 e agora, entre os dez filhos do casal, quatro, os chamados “quatro Nonôs”, seguem com o negócio: Dênio, Clelson, Décio e Mívio. A terceira geração também começa a fazer parte dessa história. No time do Nonô, já estão os filhos de Dênio e Mívio.
O bar preserva uma relação fiel com fornecedores e funcionários. A cebolinha polvilhada sobre o caldo fumegante é comprada desde os anos 1970 de um produtor de Ibirité e a responsável por picá-la na cozinha é a mesma, há mais de 30 anos.
Mais do que o empreendimento em si, essa é uma bonita história de um empreendedor mineiro, ex-funcionário da Mina de Morro Velho, em Raposos. Com a esposa Alaydes Corrêa, Nonô apostou no produto e ganhou notoriedade. Sempre ao lado da família, por um tempo se estabeleceu na região do Barreiro, onde vendia alimentos para operários da então Companhia Siderúrgica Mannesmann.
Em 1963, o pulo do gato. Um ex-prefeito de BH, sabendo do caráter informal do trabalho de Nonô, lhe ofereceu uma pequena área, perto da entrada da siderúrgica, para fixar o comércio. A ideia sobre o caldo de mocotó veio por meio de um cliente. Da região mais distante, a vinda para o Centro seria o passo seguinte. O estabelecimento aí está desde 1968.
Uma iguaria que mantém a trajetória de sucesso – hoje para funcionários públicos, pintores, desembargadores, jornalistas, camelôs, faxineiras, policiais, flanelinhas e torcedores e vendedores de loterias.
Serviço:
Endereço: Avenida Amazonas, 840, Centro
Funcionamento: Segunda-feira a sábado, de 7h às 22h
Telefone: (31) 3212-7458
Instagram: @nonoreidomocoto
O post Nonô: O Rei do Caldo de Mocotó apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>O post Cantina do Lucas apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>Recebendo, a princípio, um público formado por militantes do movimento estudantil, escritores, artistas plásticos, atores, cineastas e membros do partido comunista, é um lugar de efervescência de ideias. Entre os frequentadores, Milton Nascimento e o Clube da Esquina, jornalistas como Ronaldo Brandão e Flávio Márcio, escritores da estirpe de Murilo Rubião e Fritz Teixeira de Salles, Inimá de Paula, Roberto Drummond, Paulinho da Viola e Lázaro Ramos. Uma infinidade de nomes, heróis e personagens importantes da história, mas o restaurante é também espaço aberto para a vivência das alegrias e tristezas cotidianas.
O estabelecimento nasceu como Trattoria di Saatore e depois foi batizado Chopplândia. O nome Cantina do Lucas surgiu em 1966. Entre os donos, uma dança das cadeiras: depois do fundador, Humberto Cerri, chegou Salvatore di Monda, após José Lucas (que em homenagem ao pai deu o nome que segue até hoje) e, em seguida, Clênio Braz. A partir de 1983, o comando passou para Antônio Edmar Roque, um dos responsáveis por perpetuar a fama do lugar. Ele faleceu em 2017 e, desde então, uma das filhas, Maria Leonor Xavier Cunha Roque, tomou à frente.
A cantina não perdeu os traços originais, como a parede de azulejos nas cores azul e branco, as grades em ferro trabalhado em verde escuro, e as garrafas dispostas no teto.
No vasto menu à la carte, tradição e modernidade – tem para todos os gostos. Um diferencial são os produtos frescos, os molhos e as massas preparados na própria casa, de feitio artesanal. Na lista de pratos premiados e aclamados pela crítica gastronômica, entre os mais pedidos: Filé Surprise, Filé à Parmegiana, Talharim a Parisiense, Filé ao Molhos de Jabuticaba e Peixe ao Comodoro.
A Cantina do Lucas foi tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da capital mineira em 9 de dezembro 1997.
Serviço:
Endereço: Avenida Augusto de Lima, 233, lojas 18 e 19, Centro
Funcionamento: Diariamente, de 11h às 23h
Telefone: (31) 3226-7153 | (31) 99309-0047
Instagram: @cantinadolucas
Site: cantinadolucas.com.br
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]]>O post Bolão apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>São muitas as histórias relacionadas ao Bolão, reduto gastronômico no coração do Santa Tereza. Nas paredes, uma infinidade de relógios lembra o dia em que o então dono, surpreendido por um cliente às 4 horas da madrugada, tentou avisar do horário de encerramento. Também adornam o restaurante discos pendurados, doados pelos “filhos” famosos.
Bandas como Skank, Pato Fu e Sepultura, nomes como Milton Nascimento, Fernando Brant, Márcio e Lô Borges, têm histórias sobre o Bolão para contar. Ali chegavam atraídos pelas receitas simples e saborosas, como o Rochedão (arroz, feijão, ovo e carne, acompanhados ou não de batata frita e macarrão) e o espaguete à bolonhesa, as estrelas do cardápio – clássicos que agradam, claro, não apenas os artistas, mas uma legião de belo-horizontinos.
A abertura do Bolão em Santa Tereza, data de 12 de outubro de 1961, pelas mãos do casal José da Rocha Andrade e Maria dos Passos Rocha, mineiros de Ponte Nova. Ao lado dos filhos Maria Isaura, Nadir, Antônio, Maria José, Marilda, Sílvio, José Maria, Terezinha e Márcia, abriram o Bar Rocha & Filhos, que mais tarde veio a se chamar Espagueti do Bolão, logo em frente à Praça Duque de Caxias. O nome que se mantém até hoje vem do apelido que José Maria Rocha, um dos herdeiros, homem de boa prosa e sorriso hospitaleiro, recebeu de frequentadores.
O Bolão 2 foi inaugurado perto da primeira sede, no conjunto que hoje também conta com as unidades do Coração Eucarístico e na Esplanada do Mineirão. A família se dividiu na administração do negócio – entre os filhos e netos dos fundadores, cada um toma conta de uma das unidades. No Bolão em frente à praça no Santa Tereza, a direção já está nas mãos da terceira geração.
Nos tempos de auge, o restaurante chegou a servir mais de 15 mil pratos por mês, e não se rende a modismos gastronômicos – o encanto vem da raiz.
Serviço:
Endereço: Praça Duque de Caxias, 288, Santa Tereza
Funcionamento: Segunda-feira a sábado, de 11h às 23h
Domingo, de 11h às 17h
Telefone: (31) 3463-0719
Instagram: @bolaosantatereza
Site: bolaosantatereza.com.br
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]]>O post Maria das Tranças apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>O restaurante foi inaugurado na região da Pampulha primeiro como Bolero, mas foi o penteado mais usado por Maria Clara a inspiração para a mudança de nome. No princípio, os clientes que chegavam podiam escolher o frango que seria abatido e, depois de esperar o tempo de preparo, que por vezes durava horas, chegava o momento da degustação.
O frango também é o ingrediente central para outras receitas no Maria das Tranças, como o frango inteiro com quiabo, o frango com fubá à moda caipira, o frango frito e a versão ao molho de pequi. O restaurante já chegou a servir 10 mil refeições por mês.
O Maria das Tranças está nas mãos da terceira geração da família, com Ricardo Rodrigues, uma trajetória que também se encontra na preferência do público. São famílias que há décadas frequentam o lugar. Durante os finais de semana, os clientes costumam ser mesmo os núcleos familiares, e, nos dias de semana, a maioria são empresários. Gente de todos os lugares, de Belo Horizonte e de outras cidades.
Em tanto tempo de história, por lá passaram personalidades da política, da cultura e das artes, como Juscelino Kubitschek, Magalhães Pinto, Vinicius de Moraes, Elis Regina, Eva Wilma, Marília Mendonça, Zezé di Camargo e Luciano, entre inúmeras outras visitas ilustres.
Serviço:
Endereço: Rua Estoril, 938, São Francisco (Pampulha)
Funcionamento: Segunda-feira a sábado, de 11h às 21h
Domingo, de 11h às 18h
Telefone: (31) 3441-3708 | (31) 97176-3708
Instagram: @mariadastrancasrestaurante
Site: mariadastrancas.com.br
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]]>O post Mercearia Lili apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>Entre os atrativos do cardápio, costela de cabrito, carneiro, boi e porco, com fritas ou mandioca cozida, bife à parmegiana a palito, maçã de peito, carne de panela e caldos diversos. Para as bebidas, uma extensa carta de cervejas e cachaças. As delícias renderam o bicampeonato do Comida di Buteco, em 2001 e 2002.
A Mercearia Lili é o primeiro CNPJ registrado no Santo Antônio, e vem vencendo bem o passar dos anos, experimentando momentos bons, mas também cenários de crise no Brasil. A transformação da região em um point de bares foi um motivo de apoio ao negócio em uma determinada época da história do bairro, principalmente depois das gravações para o cinema das aventuras do Menino Maluquinho, personagem de Ziraldo, o que transformou as simpáticas casas na Rua Congonhas, perto da mercearia, em patrimônio da cidade.
Adentrando mais ao fundo do bar, a varanda abre a visão descortinada para o panorama da cidade. Entre os clientes, a paixão pelo lugar atravessa gerações. Costumam estar por ali músicos, artistas, jogadores de vôlei e futebol, jornalistas e formadores de opinião, empresários, além dos núcleos familiares. Na lista de ilustres que já visitaram a mercearia, estão Paulinho Pedra Azul, Jairzinho, Reinaldo e outros.
Antônio de Oliveira, o seu Lili, é o fundador, lembrado pela fama de brincalhão. Atualmente, quem comanda a Mercearia Lili é Dércio Antônio Ferreira Dias, o Dias, o quinto dono, que assumiu a dianteira do negócio em 1992. Ele é natural de Congonhas do Campo e foi criado em Ouro Preto. Alheia às dificuldades do tempo, a mercearia é o lugar perfeito para agradar o paladar e aproveitar uma boa conversa.
Serviço:
Endereço: Rua São João Evangelista, 676, Santo Antônio
Funcionamento:
Mercearia
Segunda-feira a sexta-feira, de 6h às 23h
Sábado, de 6h às 18h
Bar
Segunda-feira a sexta-feira, de 17h às 23h
Sábado e feriados, de 11h às 18h
Telefone: (31) 3293-3469
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]]>O post Café Nice apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>A fundação data de 1939, pelas mãos de Heitor Resende. Depois de Heitor, o dono foi um dentista conhecido por doutor Sebastião, que logo vendeu o café para João Caldeira. Em seguida, João deixou o comando com o irmão, Afonso Caldeira, pai de Renato Moura Caldeira, hoje quem administra o Nice com o irmão, Tadeu de Moura Caldeira.
O primeiro nome, uma referência a um estabelecimento carioca, era Casa de Chá e Leitaria Nice. Encrustado no coração da cidade, o Café Nice é palco de muitas histórias – faz parte do circuito cultural e gastronômico de Belo Horizonte. Sobre os azulejos antigos, fotos e jornais com celebridades e políticos, que já estiveram por ali para uma prosa, decoram o ambiente.
O cafezinho e o pão de queijo são a dupla de ouro da casa. Hoje o cardápio é também recheado de outras delícias. Duas opções que nunca estiveram de fora do menu, desde a inauguração, são o creme de maizena com ameixa e o frapê de coco. Também agrada o cappuccino. Para combinar, lanches rápidos, como salgados (os mais famosos são o pastel assado, a empada e o quibe), omeletes e sanduíches.
Mesmo com o decorrer dos anos e tantas mudanças na cidade, o Café Nice, um dos estabelecimentos mais antigos de BH, sobrevive firme aos novos tempos, carregando o encanto do que acolhe, exatamente por ser tão afetivo e atemporal.
Serviço:
Endereço: Avenida Afonso Pena, 727, Centro
Funcionamento: Segunda-feira a sexta-feira, de 8h às 17h30
Telefone: (31) 3222-6924
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]]>O post Café Palhares apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>O estabelecimento foi inaugurado em 9 de março de 1938 pelos irmãos Palhares que, em 1944, venderam para João Ferreira, o uberabense Seu Neném, e o cunhado, Aziz. Agora, a administração está nas mãos de João Lúcio Ferreira e Luiz Fernando Ferreira, filhos de Seu Neném. O filho de Luiz Fernando, André Ferreira, representante da terceira geração, também se aventura na dianteira do negócio.
O Kaol (arroz, ovo e linguiça, acompanhados da cachaça) é o que tornou o Café Palhares uma entidade gastronômica em BH e o que o mantém vivo até hoje. O prato ganhou incrementos, como a farofa e a couve, introduzidas nos anos 1970, e o torresmo, mais uma estrela da combinação, a partir de 1980. Atualmente, entre as opções de acompanhamento, pernil, carne cozida, dobradinha e língua, com um saboroso molho de tomate servido por cima. No cardápio, também brilham o sanduíche de pernil, o sanduíche de linguiça, o pastel de carne e o chope gelado, porque ninguém é de ferro.
Entre 1950 e 1960, quando o Centro era ponto de convergência cultural, o Café Palhares viu momentos de auge. Depois de se divertir dançando ou aproveitando os cinemas de rua, o lugar era o destino preferido dos belo-horizontinos. É ali onde foi instalado o primeiro aparelho público de TV da capital.
O Palhares ganhou fama como QG dos esportes. Quando o Mineirão ainda não existia, no café se encontravam ingressos para as partidas de futebol no Independência, onde eram divulgados os resultados dos jogos, em um placar do lado de fora. Hoje, mantem viva a tradição que carrega, faz parte da memória afetiva da cidade.
Entre clientes de diferentes esferas, de futebolistas e políticos a lojistas, médicos, advogados, desembargadores, jornalistas, músicos, artistas e intelectuais, em torno do balcão o clima democrático sempre foi um grande atrativo, um charme a mais.
Serviço:
Endereço: Rua Tupinambás, 638, Centro
Funcionamento: Segunda-feira a quinta-feira, de 8h às 17h
Sexta-feira, de 8h às 19h
Sábado, de 8h às 16h
Telefone: (31) 3201-1841
Instagram: @cafepalhares
Site: www.cafepalhares.com.br
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]]>O post Tradicional Limonada apareceu primeiro em Turismo de Minas.
]]>A ideia é do português Américo Lira Batista, que se estabeleceu no mercado. Dez anos depois, o baiano Gabriel Amorim de Souza, que primeiro atuou como entregador por ali, encantou Américo e, de funcionário, passou a sócio no ramo das limonadas. Para se tornar o dono, foi um pulo. A bebida era feita com limão capeta e limão galego e, desde a década de 1970, passou a ser preparada com o taiti. Em 2013, o filho de seu Gabriel, Antônio Amorim de Souza, assumiu o estabelecimento, que desde 2016 está nas mãos dos netos, Raí Amorim e Rodolfo Alcântara.
No comando atual, a loja mudou de feição. A nova logomarca é aplicada em garrafas de vidro e ecobags. A cara é mais moderna, mas a limonada é a de sempre. São três versões servidas no balcão: com mate, groselha e a tradicional. Também está no cardápio a caipirinha, preparada com limão siciliano, cachaça da região de Salinas e açúcar demerara. Sempre geladinhas, são uma ótima pedida para quem vai passar o dia no mercado. Para acompanhar, bolinho de feijão e empada.
São, em média, entre 30 a 40 litros de limonada vendidos todos os dias, e o volume aumenta aos finais de semana – em um sábado de mercado cheio e muito calor, chegou a 200 litros.
O público é diverso e fiel. São netos que vão com os avós, mais tarde se tornam avós e levam os netos. A limonada acompanha as famílias, e as famílias acompanham a limonada. Ir ao Mercado Central e não tomar a limonada é o mesmo que não ter ido – a bebida é um verdadeiro patrimônio gastronômico da cidade.
Serviço:
Endereço:
Mercado Central de BH – Avenida Augusto de Lima, 744, loja 45, Centro
Funcionamento: Segunda-feira a sábado, de 9h30 às 18h
Domingos e feriados, de 9h30 às 13h
Telefone: (31) 3274-9431 | (31) 98118-6380
Instagram: @tradicionallimonada
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